O fim de 2012 é só o começo

by • 24 de dezembro de 2012 • Brasil, Espaços de Aprendizado, Europa, inspiração, Jornada, Oceania, PessoasComments (0)2435

2012 está no fim.

Quando chega o fim do ano, me sinto projetando como será o próximo, ao mesmo tempo em que penso como foi (ou está sendo) o atual.

Já faz algum tempo que parei de fazer listas intermináveis sobre o que eu faria no ano novo. Até porque, quase sempre, a lista ficava na gaveta e eu acabava fazendo só uma ou duas coisas se tornarem reais. Pra mim, todo dia é um novo dia…ou como dizem: o primeiro dia do resto de nossas vidas.

Todo dia, é ano novo.

Não vou contar mais uma vez sobre como tudo isso aqui começou, o que eu quero mesmo é agradecer ao universo pelas oportunidades que tive e pessoas que encontrei em 2012. Afinal, somos todos, o resultado dos nossos encontros e desencontros, ou ainda, já influenciado talvez pelo país para onde me mudo daqui a 20 dias: “UBUNTU” – “eu sou porque nós somos” (numa das línguas da região de KwaZulu-Natal e numa das traduções que mais gosto) .

Hoje, a microrevolução incubada durante alguns anos, plantada numa mesa em Janeiro de 2012, cuidadosamente regada e fertilizada ao longo de 12 meses, começa a florescer e dar frutos.

Recebemos do incrível André Gravatá os primeiros 3 capítulos do livro a ser lançado em 2013 (haja trabalho!).

Li mais de uma vez (a pedido do André), procurando sempre um olhar bastante critico, tentando imaginar: o que eu melhoraria ? Que partes não foram contadas?

Mas, confesso, é difícil achar uma brecha.

Nossa jornada por vários países, através de iniciativas de educação que nos inspiram está sendo traduzida com muito carinho e mais ainda, com muita presença. Tem muita energia no texto que está absolutamente delicioso de ler.

Obrigado a você que nos acompanha, nos critica, nos compartilha. O ano de 2012 foi (está sendo) mesmo incrível.

Carla Mayumi, obrigado pela sua energia e presença. Sem você, isso aqui não seria possível.

Camila Piza, obrigado pelos sorrisos, vibração e serenidade. Sem você isso aqui não seria possível.

André Gravatá, obrigado pela sua entrega, pelas palavras ditas e escritas. Sem você, isso aqui não seria possível.

E para não deixar você tão curioso assim, posto aqui (sem pedir autorização do André) alguns trechinhos curtos que mostram um pouco do que está por vir em 2013.

O que você vai mesmo FAZER ACONTECER em 2013?

Não se esqueça que é só você que faz, então, FAÇA!

Trechos curtinhos do nosso livro a ser lançado em 2013 que conta nossa jornada através de 12 escolas “inspiradoras” espalhadas pelo mundo :

Juliana e Denise no Schumacher College

Juliana e Denise no Schumacher College

“Os alunos do Schumacher College cozinham a comida que comem, limpam os banheiros que usam e cuidam do jardim que os rodeia. Por meio dessas atividades, quebra-se o isolamento: os participantes dos cursos se encontram não só nas aulas, mas também nos momentos em que estão cozinhando um prato especial ou limpando as privadas. É um exercício de doação de si mesmo para o espaço, como se primeiro todos o usassem e depois o espaço usasse as pessoas. “Ei, privada, utilizo você todos os dias, agora você é que está me usando. Agora estou limpando esta privada que todos usam”, conta Kelsey Agnew, ex-aluna do mestrado de Ciências Holísticas, num comentário bem-humorado sobre a limpeza dos banheiros.”

 

“Minha ‘experiência YIP’ começou antes mesmo do início do curso”, conta Matt. Para pagar o valor total da iniciativa, que inclui hospedagem e alimentação ao longo de dez meses, num total de aproximadamente R$24 mil (75 mil coroas suecas), Matt criou uma campanha de arrecadação de dinheiro na sua cidade. Mobilizou amigos, vizinhos, pessoas que nem conhecia. Escreveu sobre seu sonho no jornal da escola. Chegou a ser parado por pessoas, na rua, que queriam contribuir com dinheiro.

Matthew Pike em Totnes / Inglaterra

Matthew Pike em Totnes / Inglaterra

“O projeto pessoal de Ediane e de outras das garotas era o grupo de dança. Uma parte do tempo do curso é dedicado à criação dessas ações. E como o projeto nasce de uma paixão, ao longo do tempo vai tomando proporções inesperadas: certa altura, Ediane e suas amigas estavam ensaiando muito mais do que o planejado inicialmente, chegavam a se encontrar até na hora do almoço. “

“O sonho de Partanen era criar um espaço sem professores nem provas. Focado no “aprender fazendo”, mas sem deixar de lado a força da teoria. O que começou com um simples chamado informal em 1993 se transformou num curso, a Team Academy da Finlândia, pelo qual já passaram mais de 800 estudantes. Um curso que logo se espalhou por outros países, hoje também presente na Espanha, como já foi citado, na Holanda e França, entre outros países – no Brasil, por exemplo, há um ano desembarcou um grupo de estudantes da Finlândia para replicar a metodologia.”

Asier Lopez, Asier Agirre e Joanes Rodriguez

Asier Lopez, Asier Agirre e Joanes Rodriguez

 

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