“Por que estou fazendo o que estou fazendo?” / “Why am I doing what I’m doing?”

by • 24 de outubro de 2012 • inspiração, Jornada, PessoasComments (0)2867

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Colaboração de Dale J. Stephens para o portal Educ-ação

As pessoas me perguntam com frequência: “Por que você esta liderando o UnCollege?”

Estou liderando o UnCollege porque acredito que se deixarmos que indivíduos aprendam por meio da vida em vez de fechá-los em instituições acadêmicas, podemos despertar e libertar neles potencial humano, encorajando as pessoas a mudar o mundo.

Existe uma razão por trás de cada decisão, mesmo que não estejamos cientes dela. Isto é verdade para tudo, desde a escolha da faculdade até a escolha do leite que compramos no supermercado.

Dê um passo atrás e considere a pergunta num nível macro. Pergunte por que está tomando essa decisão.

Não questione por que está frequentando uma faculdade específica. Pergunte por que está frequentando a faculdade. Não pergunte por que está comprando o leite “x” em vez de desnatado; pergunte por que está comprando leite.

Você poderia estar fazendo algo diferente. Pensar num nível macro te permite encontrar respostas inovadoras a perguntas aparentemente normais. Não tenha medo de se perguntar “Por que estou fazendo o que estou fazendo?”

Enquanto a maioria aponta a necessidade de levar mais estudantes para dentro das salas de aula, acho que precisamos ajudar os jovens a sair das salas de aula. Os jovens têm criatividade, inovação e uma curiosidade natural sistematicamente aniquilada pelo sistema escolar. Ensino formal, incluindo a faculdade, ensina conformidade em vez de inovação, competição em vez de colaboração, regurgitação em vez de aprendizagem, e teoria em vez de aplicação. Ensina nossos jovens a temer o fracasso e tomar riscos, mesmo que a coragem de tentar, fracassar, e tentar novamente seja essencial para a inovação. Se deixamos as pessoas aprender fora das instituições acadêmicas, podemos liberar potencial humano, empoderar a todos para mudar o mundo.

A parte mais difícil desta visão pós-ensino é a mudança de modelo mental da sociedade – e mesmo dos jovens – sobre o poder e a habilidade dos jovens. Os jovens são sistematicamente desencorajados no colégio. Falam que não podemos aprender sozinhos, e que não podemos participar da sociedade até cumprirmos certos requerimentos sociais – como obter um diploma universitário. Essa discriminação nos previne de atingirmos o nosso potencial total. Em vez de confinar os jovens numa sala de aula e obrigá-los a se adaptar dentro dos paradigmas educacionais padrões, devíamos encorajar aprendizagem de experiências, baseada na vida.

Um melhor futuro não virá da estagnação; um melhor futuro vira da inovação. Frequentar a faculdade é considerado o único caminho ao sucesso, mas existem alternativas válidas. É só olhar para o exemplo de Richard Branson, Walt Disney, Steve Jobs, Steven Spielberg, Mark Zuckerberg e Ingvar Kamprad – todos largaram a faculdade -, para entender que o sucesso não depende de um colégio. Estes indivíduos chegaram ao topo porque optaram sair da faculdade e conseguiram perseguir a sua paixão e mudar o mundo.

Aprender fazendo – no mundo, não numa sala de aula- é a melhor forma de desenvolver seu talento, transformando sua inteligência teórica em prática. Imagine se, em vez de ir para faculdade, os milhões de jovens de dezoito a vinte e dois anos – que atualmente estão copiando palavra a palavra dos professores, enquanto veem o jeito mais fácil de atingir os créditos necessários para obter um emprego -, estivessem lá fora, no mundo, trabalhando, criando e resolvendo problemas. Imagine se começassem suas próprias empresas, escolas e iniciativas. Imagine se voltássemos a aprender como era praticado nos Salões Franceses, onde as pessoas se reuniam para debater, questionar e se apoiar uns nos outros na construção de um mundo melhor. Imagine o capital humano que poderíamos coletar deixando as pessoas aprender da vida, em vez de confinadas em instituições acadêmicas.

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Trecho do novo livro de Dale Stephens, Hacking your Education, agora disponível para pré-venda na Amazon.

People often ask me, “Why are you leading UnCollege?”I am leading UnCollege because I believe that if we allow individuals to learn from life instead of confining them to academic institutions, we can unleash human potential and enable everyone to change the world.There is a reason behind every decision, even if we aren’t aware of it. This is true of everything, from choosing which college to attend to choosing which type of milk to buy at the grocery store.

Take a step back and consider the question at a macro level. Ask yourself why you are making this decision.

Don’t ask yourself why you’re attending a specific college; ask why you’re attending college. Don’t ask yourself why you’re buying 2% milk rather than nonfat; ask why you’re buying milk.

You could be doing something different. Thinking at a macro level allows you to find innovative answers to seemingly normal questions. Don’t be afraid to ask yourself, “Why am I doing what I’m doing?”

Whereas most espouse the necessity of getting more students into the classroom, I think we need to help get youth out of the classroom. Youth have their creativity, innovation, and natural curiosity systematically schooled out of them. Formal school, including college, teaches conformity rather than innovation, competition rather than collaboration, regurgitation rather than learning, and theory rather than application. It teaches our youth to fear failure and risk-taking, even though the courage to try, fail, and repeat is vital for innovation. If we allowed people to learn outside academic institutions, we could unleash human potential and empower everyone to change the world.

The hardest part of this post-school vision is shifting the mindset of society—and youth themselves—regarding the power and ability of the young.  Youth are systematically disempowered in school. We are told that we cannot learn on our own and that we cannot participate in society until we’ve met certain societal requirements—like obtaining a college degree. This discrimination discourages us from reaching our full potential. Instead of confining young people to the classroom and forcing them into standard educational paradigms, we should encourage experiential and life-based learning.

A better future will not come from stagnation; a better future will come from innovation. Going to college is considered the only path to success, but there are valid alternatives. One need only look to the examples of Richard Branson, Walt Disney, Steve Jobs, Steven Spielberg, Mark Zuckerberg, and Ingvar Kamprad—all of whom opted out of schooling—to understand that success does not depend on school. These individuals achieved wild success because they chose to opt out of college and were able to pursue their passions and change the world.Learning by doing—in the world, not the classroom—is the best way to develop your talents and turn book smarts into street smarts. Imagine if, instead of going to college, the millions of eighteen-to-twenty-two-year-olds currently copying their professors’ words verbatim, while figuring out how to coast through school to get the credentials necessary to get a job, actually went out and started working, creating, and problem-solving in the world. Imagine if they started their own companies, schools, and initiatives. Imagine if we went back to learning as it was practiced in French Salons, where young people gathered to debate, challenge, and support each other in building a better world. Imagine the human capital we could harness by allowing people to learn from life, instead of confining them to academic institutions.
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Dale Stephens new book Hacking Your Education is now available for pre-order on Amazon.Hacking Your Education teaches you how to create opportunities for yourself and design your curriculum – inside or outside the classroom. Whether your dream is to travel the world, build a startup, or climb the corporate ladder, Dale show you how to do it now, rather than waiting for life to start after “graduation” day.

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