Próxima parada: Green School

by • 1 de outubro de 2012 • Asia, Jornada, Oceania, PessoasComments (0)1409

A Green School inspira por muitos motivos, alguns bastante óbvios (basta olhar para esta foto).

Semana passada conheci a Carolina Bergier, que foi voluntária na escola durante 3 meses. A sua própria história emociona: ela foi para Bali, na Indonesia, decidida a visitar a Green School, mas sabendo que não havia vagas para voluntários. Decidiu ir, deixando-se levar. Chegando lá, deu uma insistida e descobriu “apenas” uma vaga para o Green Camp, para uma pessoa “com experiência em marketing, varejo e crianças” – ou seja, descreveram exatamente o currículo da Carol. Bingo! Ela conseguiu! Sincronicidade?

Reproduzo aqui uma matéria feita pela Carol para a Revista Crescer.

Por uma educação diferente

Esse ideal faz muitas famílias se mudarem para Bali. A fotógrafa brasileira Carol da Riva viu na proposta da escola a peça-chave para tomar a decisão final de se mudar para lá. Ela sentiu o coração bater mais forte na ilha há 15 anos. A ideia de voltar não saiu de sua cabeça. Em 2011, já com um filho de 7 anos, encontrou na internet a Green School tudo o que buscava para ele: “Educação de qualidade, vivência multicultural e experiência efetiva de sustentabilidade”, afirma Carol, que depois de oito meses no local percebe mudanças no comportamento de seu filho: “Tiago era fanático por videogame, mas aqui ele tem inúmeras possibilidades de brincadeiras fora de casa e o brinquedo fica guardado”. Carol percebeu também que ele passou a respeitar as pessoas de uma maneira “mais bonita”, segundo ela. “Ele olha para o outro como um ser humano e considera a opinião alheia”, diz, que há quatro meses ganhou sua filha mais nova, que veio ao mundo em casa, nas mãos da parteira australiana Lianne Schwartz, com filhas de 5 e 15 anos na escola.

Lianne conta que acompanhou a distância o crescimento da Green School desde sua fundação e decidiu se mudar para Bali, há seis meses, quando uma vaga de professor abriu para seu marido. “Eu amo a energia dinâmica dos professores, equipe, pais e alunos. Todos estão lá por querer algo diferente. Estão à procura de crescimento e expansão.” Sobre morar em Bali, ela afirma: “Adoro tudo nessa ilha, mas sinto falta de ter acesso fácil a tudo, de alimentos e sutiãs a bons hospitais”. Definitivamente, a modernidade não chegou lá.

Bali tem natureza intocada, templos hindus de tirar o fôlego e uma forte comunidade de expatriados, o que é importante para dar a sensação de pertencimento às pessoas de fora, ainda mais quando a cultura é tão diferente quanto numa ilha hindu, em meio a um arquipélago muçulmano. Por outro lado, hospitais de qualidade, transporte público e cinemas são itens raros. Ou seja, uma família que decide se mudar para lá não tem problemas em abdicar das facilidades de uma cidade moderna e busca uma maneira alternativa de vida.

A mensalidade é de US$ 1 mil (fora lanche, almoço e material escolar). Cinco por cento dos alunos são balineses e recebem bolsa integral, mas para famílias vindas de países com educação pública de qualidade (em sua maioria, australianos), esse valor é motivo de reclamações. Carol, contudo, não se queixa, já que a mensalidade das escolas brasileiras de período integral é mais alta. E assume que existem planos de permanecer por lá: “Para a experiência ser válida para o Tiago, ficaremos no mínimo até dezembro, embora eu não queira voltar ao Brasil simplesmente porque não desejo sair da Green School”.

John Hardy tem certeza que o conceito da Green School pode funcionar em qualquer lugar. Ele espera que seu projeto seja o primeiro de muitos ao redor do mundo. “Não queremos apenas uma Green School, queremos 50!”

Muito mais fotos aqui.

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